Faço aqui uma breve retrospectiva, essa que envolve todo o meu ano. Então vamos lá!
Janeiro. Ah, janeiro! Você pensa que um novo ano está começando e que as coisas vão se renovar. E, de fato, não é mentira. As coisas se renovam mesmo, no entanto as escolhas são nossas. E eu fiz as minhas. Decidi deixar pessoas desagradáveis para traz e continuar somente com quem acrescenta valores. Mas não valores de dinheiro e, sim, valores que realmente são importantes, como amizade, caráter e companheirismo. Nos estudos tenho que dizer que todo o esforço valeu, já que terminei 2013 com vários tipos de conhecimento, seja no jornalismo esportivo, televisivo, investigativo ou criminal. Sabe que eu gostei bastante desses quatro? O esporte por si só já é sensacional, a televisão vem unida de qualquer uma dessas áreas, mas o investigativo e criminal são feras demaaaais. Claro que dá medo de sair na rua e levar um tiro a qualquer hora, por escrever sobre algo que você não deveria saber, mas o gostinho de competência, de ineditismo e de exclusividade fala mais alto. É bacana e bem interessante mesmo.
Além disso, ainda nos estudos, consegui ingressar na Universidade de São Paulo (USP), espaço que me rendeu vários colegas e muito aprendizado. É inacreditável como a gente sempre pode se superar, né?! Um olhar diferenciado diante dos fatos sobre diversos assuntos acaba se sobressaindo e é interessantíssimo. Andar pela ECA, caminhar por aqueles espaços tão naturais, cheios de árvores, e aprender jornalismo.
Além de tudo, janeiro é mês de férias, né? Foi quando aproveitei para treinar bastante taekwondo, já que eu sabia aonde queria chegar no meu ano esportivo e Jogos Abertos (maior competição da América Latina) era foco. Então, treinei bastante nas minhas férias, suguei o máximo que pude, perdi peso, deixei de comer coisas que queria (nas férias!!), tudo para fazer bonito nos tatames, mas isso eu detalho mais para frente.
Em março, recebi uma das notícias musicais mais tristes do ano. É que na primeira semana desse mês perdemos o Chorão. É, o menino baderneiro que cantava no Charlie Brown, como diria a minha avó. Não conhecia o cara, mas parecia ter um bom coração. Isso a gente percebia só pelas letras musicais que ele escrevia. E não era à toa que seu apelido era 'Chorão', né? No mínimo bastante sentimental. Foi uma perda muito grande para mim, porque cresci escutando esse rapaz cantando, quando ele ainda conseguia andar de skate, haha. Quem me apresentou foi meu tio, quando eu ainda era pirralhinha, com aquele CD do Acústico MTV, de 2003. Poxa, eu tinha nove anos e gostava do 'marginal alado'. E desde então acompanhei a todos os seus lançamentos. Mas perdê-lo foi um choque para mim. Fiquei sabendo do ocorrido ao assistir o Bom Dia Brasil daquela manhã e não acreditava. Me lembro exatamente da cena, do copo de café que eu segurava na mão e tudo mais. O bom é que a gente é ensinado a superar tudo muito rápido, né? Principalmente mortes. Dois dias depois, consegui uma entrevista com o Sandro Dias, o Mineirinho. O skatista brasileiro bateu um papo comigo e me contou muitas histórias dele com o Chorão, coisas impublicáveis na matéria que saiu aquele dia. Mas gente boa que ele era, me mostrou o lado bom que o vocalista da banda tinha e a grande perda que representou, já que eram super amigos. O mais bacana é que entrevista com gente legal sempre rende boas histórias e com o Mineirinho não foi diferente. De longe, defino essa como uma das entrevistas mais interessantes que fiz, porque me mostrou vários lados, com um único entrevistado.
Bom, agora o mês de abril. Eu sou suspeita para falar desse mês, já que sou apaixonada por ele. O motivo? são vários, mas em especial porque foi num abril, de 2011 para ser mais exata, que conheci o meu U2, no Estádio do Morumbi, pela 360º Tour. Então eu sempre comemoro um aniversário, digamos, haha. Mas esse abril também foi especial porque veio minha primeira medalha do ano. E ainda fui ouro! Isso no Campeonato Paulista de Taekwondo. Tá bom para começar, né? Enfim.
Falando em Campeonato Paulista, vamos mudar de esporte. No futebol eu tenho que dizer que meu 2013 foi totalmente frustrante, decepcionante, fraco, cansativo, e todos os adjetivos negativos que eu puder usar. No Paulista a parte mais frustrante foi estar no Morumbi, na semifinal diante do Corinthians, quando vi o Rogério Ceni perder o pênalti diante daquele Alexandre Pato, que saiu desmerecendo o M1TO após o gol. Essa cena nunca vai sair da minha cabeça - e o desprezo que senti desse menino também. Mas ok, fomos eliminados, perdemos para o campeão e ficamos por isso. Mas a maré de azar aumentou! Meu São Paulo perdia vários jogos pelo Campeonato Brasileiro e ficou por um bom tempo lá na zona de rebaixamento. Isso era medonho! Imagina ver meu time ser rebaixado? um feito inédito como esse? Nossa, que horror! Mas felizmente o Muricy voltou para casa e colocou aquele elenco para jogar direito. No fim das contas, terminamos a competição bem longe do Z4, inclusive com vitória diante do campeão da competição, o Cruzeiro, que já é freguês do Tricolor, né? hahaha. Se não bastasse, ainda vi o São Paulo pagando mico lá no exterior, diante do Bayern, Milan e Manchester City, seria cômico, se não fosse trágico. Mas reclamar de quê? GANHAMOS A COPA EUSÉBIO! PARA TUDO! Para que Mundial de Clubes? Libertadores? Brasileiro? Paulista? Eusébio Cup é o que há!
Voltando a falar de estudos, junho foi um mês em que os resultados começaram a aparecer. Ganhei o primeiro lugar no Intercap da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), ao traduzir num banner o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. De longe, uma das nossas maiores tragédias brasileiras, que mereceu atenção.
Em junho, tivemos as manifestações. Cara, eu pensei que nunca iria ver o povo brasileiro unido daquele jeito! Mas vi. É algo que vou contar para o meu filho, sentada no sofá e falando: 'querido, eu estava lá!'. E com muito orgulho de bater no peito para dizer que aquele povo brasileiro correu lado a lado comigo. Isso que causa emoção ao ser verde e amarelo.
Aí em julho tivemos as férias da universidade, e por felicidade também tive férias do trabalho. Não digo 'felicidade' por ficar longe das minhas matérias que tanto amo produzir, mas sim porque eu ia conseguir me dedicar aos treinos de taekwondo, já que estava visando os Jogos Regionais, que seria naquele mesmo mês. Fiz apenas três treinos. Três dias que consegui ir à academia treinar, já que a competição, realizada em Caraguatatuba, estava marcada para a primeira semana daquele mês. Não muito confiante, abracei a causa, chamei a responsabilidade e fui lutar. Nossa equipe deu show! Foram várias medalhas e muita moral com toda a galera da Federação. Apenas os medalhistas de ouro (individual e por equipes) conseguiam vaga para lutar nos Jogos Abertos, e foi o meu caso. Então eu já tinha compromisso marcado para outubro e em casa, já que a competição seria aqui em Mogi das Cruzes.
Ainda em julho, vi o menino Neymar ir embora do Santos. É, pode não ser o meu time do coração, mas o Neymar manda bem demais dentro de campo e é o ídolo que eu vi desenvolver o futebol. E, além de tudo, é mogiano, poxa! rs. Tudo o que ele vem fazendo pelo esporte brasileiro é inacreditável. Um menino tão novo, mas com tanta responsabilidade nas costas. A verdade é que essa Copa do Mundo, de 2014 deveria ser do Fred, do Adriano, do Robinho, não do menino que foi jogar no Barcelona. Mas que bom que ele tem capacidade e acaba provando dentro de campo.
No fim do mês, chegou a hora de conhecer um argentino! Fui até o Rio de Janeiro para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento muito bacana que me tocou bastante. Sem contar que viajar para outro estado, que possui uma das maravilhas do mundo, merece prestígio. O Papa Francisco é sensacionante! (sensacional + emocionante). Ele realmente veio para revolucionar o catolicismo mundial. Nada de exageros, de luxo e de gastos desnecessários, porque o simples é que cativa. E eu o vi de pertinho, e duas vezes. A experiência foi única.
Agosto foi um mês em que eu também tinha compromisso com o taekwondo. Dessa vez, a parada seria em Guararema, cidade vizinha daqui. Consegui a proeza de terminar com uma medalha de prata, essa que não consigo engolir até hoje. Me cobro demais, eu sei. Mas tudo para que as coisas sejam perfeitas- ou quase isso.
Setembro eu definiria como um mês rock n roll, um mês de shows. Estive no Rock in Rio, no show do Offspring, em festivais em São Paulo e etc. E foi tudo muito legal. O Rock in Rio é tudo isso que falam mesmo. Produção do caralho, estrutura gigantesca e tudo com muita qualidade. Vi de pertinho os shows do Muse, Florence and The Machine, 30 Seconds to Mars e Capital Inicial. Todos muito bons. O Muse eu já conhecia ao vivo, já que eles abriram o show do U2 que fui em 2011. Claro que eu queria ter ido no dia do Metallica e do Iron Maiden, mas durante a semana, ou num domingo, ficaria impossível eu viajar para o Rio, afinal, a negrinha que vos escreve trabalha e estuda bastante, haha. Então tive que optar por uma atração de fim de semana, escolhendo o sábado. No domingo, dia seguinte do RiR, cheguei em casa às 13h. Fiz exatamente o seguinte: tomei banho, troquei de roupa, almocei e já parti para o Credicard Hall. É que eu ainda tinha o show do Offspring para assistir. E foi muuuuuito bom! Quase perdi meu All Star, minha camisa ficou pingando, mas valeu, de verdade, haha. O espaço lá não é muito legal para shows. O palco é baixo e o local pouco arejado, então as pessoas suavam demais. Agora imagina na hora do 'bate-cabeça'? fui parar lá no meio, mesmo tentando fugir. Acho que a única qualidade que vi na casa foi a pontualidade, já que os shows começaram no horário combinado, respeitando os fãs.
Agora vamos para outubro! Puta que pariu! É o melhor mês do ano! E não digo somente em 2013, não. Na vida, até porque completei meus 20 anos no dia 23 do mês em questão. Duas décadas, cara. Parece que foi ontem que fiz 16 e minha avó não me deixava ir em shows de rock, hahaha. Mas o ponto crucial foi que disputei pela primeira vez os Jogos Abertos (maior competição da América Latina). Eu me concentrei, me preparei pouco também, mas sabia do meu potencial. Pisei no tatame para ganhar. Na primeira luta venci por 15 a 1 - salvo engano - e avancei para a semifinal. Fui com moral, já que tinha ganhado com tantos pontos de diferença. Infelizmente consegui machucar minha canela direita, tive a luta interrompida e fui parar no hospital. A lesão na tíbia me resultou no inédito quarto lugar. Eu NUNCA fiquei fora de pódio, sempre era medalhista e, modéstia à parte, isso me chateou bastante. Para mim, foi algo novo 'perder'. Mas é bom aprender a ver outros lados do esporte e isso me ensinou bastante.
Novembro também foi um ano legal. Fui apresentadora do Festival de Talentos da UMC pelo segundo ano consecutivo e foi épico! Público é um negócio engraçadíssimo, porque é inesperado, então te faz trabalhar o improviso, que eu acho importante. Então, além de tudo, ainda consegui aprender mais.
Inclusive, foi em novembro que recebi alta daquela lesão que tive nos Abertos. No finalzinho do mês o ortopedista me liberou e me deixou prontinha para voltar a treinar. Na semana seguinte, já em dezembro, meu mestre me inscreveu num campeonato e, claro, eu não iria deixá-lo na mão. Lutei na faixa-preta, que eu ainda nem sou, já que ainda era verde ponta azul na época. Mas aceitei o desafio e fui competir. Tenho que confessar que levei um pau enorme de uma garota muito boa lá. Não sei de onde ela é, sei que ela tem uns 20 quilos a menos que eu, portanto sabotaram minha luta, já que a categoria era outra, mas enfim. Entrou no tatame tem que lutar. Ela era muito boa e humilde, o que me fez gostar dela, apesar de ter me deixado com outra medalha de prata, rs. O engraçado é que anteontem li uma notícia na internet que essa mesma garota entrou para a seleção brasileira, haha, e eu tive a oportunidade de enfrentá-la. Eu chamo de oportunidade, já que ela era realmente muito boa e é faixa-preta de verdade, rs. Enfim, coisas da vida, mas fiquei feliz.
Para fechar o ano, em dezembro ganhei o prêmio Jovem Talento Acadêmico, também com o projeto sobre o incêncio na Kiss. É curioso um tema tão triste conseguir proporcionar alegria, não? Mas assim foi feito. O primeiro lugar no prêmio, que veio acompanhado de troféu, medalha e certificado. Dá uma motivação sim e muito grande, inclusive. Junto com o mês que faz o desfecho do ano, veio também a conclusão do meu curso na USP, que me ensinou bastante. Sentirei saudades de andar pelo campus da ECA e dos grandes jornalistas que conheci ali. Só não sentirei falta da péssima qualidade do transporte público que me fazia companhia durante as manhãs, até chegar à universidade, que fica no Butantã, lá na cidade universitária, haha.
Para não dizer que não fui a shows nacionais, ganhei uma promoção da Metropolitana FM e fui na faixa ao show do NX Zero no Espaço das América, onde levei uma amiga para dividir essas emoções, mínimas, comigo, rs. Além disso, ainda fui ver o Nasi (Ira!) em Suzano, cidade vizinha daqui. Fisicamente, o cara está bem diferente do que eu via no DVD Acústico MTV, mas a voz ainda é inconfundível, o que realmente importa para alguém que é cantor e não modelo. Para acabar, ainda vi a Sandy ficar grávida, ou seja, finalmente descobrimos o que a Maria Chiquinha foi fazer no mato, haha.
Claro que eu não tenho como detalhar mês a mês o meu trabalho no GloboEsporte.com, contudo foi um ano fantástico e cheio de descobertas, profissionalmente falando. O mais mágico era ver matérias minhas nas páginas nacionais do G1, Globo.com e GloboEsporte.com. Isso, de fato, não tem preço para um estudante de jornalismo. E com meu nominho lá, rs. Muito gratificante saber que se está no caminho certo...
Depois de tantos detalhes, eu poderia dizer que meu 2013 foi tumultuado, cheio de altos e baixos e do caralho. O pior é que ele foi mesmo! Ôh aninho para me matar do coração. Mas tudo nessa vida é aprendizado, né? E todas essas fases, desde a Thayana atleta até a aspirante a repórter, contribuem na minha formação, como pessoa e no meu caráter, principalmente.
Que 2014 supere todas as expectativas desse 2013 zoado! Valeu, pessoal! Boas festas!





