sábado, 1 de março de 2014

Efeito carnaval

De vem em quando surgem alguns devaneios de parte da minha infância. E é claro que nessa época de carnaval não poderia ser diferente. Atualmente, acompanhando os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, mestres nesse evento, enxergo com outros olhos tudo o que acontece na avenida, diferente da visão de menina que tinha há alguns anos.

Lembro perfeitamente da primeira vez que minha mãe me levou para ver o desfile aqui em Mogi das Cruzes, cidade onde moro. A chuva (como todo ano!) impediu que a magia tivesse sido maior do que minha primeira impressão pudesse comportar, mas não fez com que o brilho fosse embora por inteiro. Na época não entendia muita coisa sobre isso, porém sei que tanta alegria reunida certamente me contagiou também.

Confesso que não sou uma pessoa adepta a carnavais. Nunca gostei de samba no pé, tampouco nos meus ouvidos. Mas acredito que a energia positiva que parece existir naquele espaço tem poder para mudar isso tudo. A combinação de sorriso e alegria presente no rosto das passistas, regado do gingado e carisma, resulta no espetáculo carnavalesco tão bonito de se assistir. Chega a envolver o público, por ser algo tão bem preparado.

Se existe algo que não posso deixar de elogiar são os carros alegóricos. Para mim é a parte mais bonita da festa. Quando criança eu morria de medo. Aqueles bonecos enormes (vide imagem acima da Grande Rio) não pareciam ter boas intenções comigo, diante dos meus seis anos de idade e seus oito metros de altura. Mas hoje em dia acho sensacional. A produção é tão cuidadosa que resulta em uma apresentação de alto nível. Carro alegórico para mim é cultura, já que existem manifestações artísticas e sociais por trás dele, além de reunir música, teatro e dança.

Depois que cresci, nunca mais fui a um carnaval, seja em desfile pelas avenidas do país ou o mais popular, que é 'de rua'. Nesse ano, espero passear por aí, mas sem rumo. Primeiramente, quero explorar o evento na região onde moro, que todos falam muito bem e dizem ser indispensáveis para quem vive por aqui. Mas não tenho um foco específico. De antemão: música, Budweiser e bom papo não podem faltar. E, claro, reencontrar as alegorias que tanto me atraem. Boa festa para nós!

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